04 PASSOS QUE DEI PARA SER UM DESIGNER BEM SUCEDIDO - MINHA HISTÓRIA

April 5, 2017

E ai designer, beleza?

 

Pra quem não me conhece, eu sou o Marcelo Pólvora. Designer gráfico focado

em criação publicitária e um apaixonado por 3D.


Vou compartilhar com você, os 04 passos que dei para que eu pudesse
me tornar um designer gráfico freelancer respeitado e bem sucedido.

 


Talvez você esteja em uma dessas etapas e não sabe qual é o próximo passo,

então pegue uma xícara de café e vamos nessa!

 

 

1º PASSO - FUI ATRÁS DO SEU PRIMEIRO JOB

 

 

Foi em 2010, na minha humilde cidade de Eunápolis no interior da Bahia,

bem pertinho de Porto Seguro, onde eu comecei minha carreira.

 

 

Eu tinha acabado de sair de um emprego onde eu era um tipo de "severino".

 

 

Trabalhava em uma padaria onde minha principal função era entregar pão,

montado em uma bicicleta cargueira, vestido com uma roupa social e um bonezinho

cor de vinho. Dá pra imaginar? rs

 

 

"Ninguém é bom em tudo, mas todo mundo

é bom em alguma coisa."

- Clark

 

 

Depois que fui demitido por ser ruim em quase tudo o que fazia lá e por odiar o sistema

de horários por escala, lá estava eu, com 4 currículos na mão procurando emprego.

 

 

E por ter referência do meu irmão mais velho, que trabalhou alguns anos em gráfica,

eu fui em algumas delas e entreguei 3 currículos.

 

 

Depois, me lembro que fui até a praça da Matriz (famosa praça do centro) e sentei

num banco, peguei o celular e comecei a ler alguns versículos que eu tinha salvo nele

e me deparei com o seguinte versículo: "...Emendai os vossos caminhos e as vossas obras,

e eu vos farei habitar neste lugar." Jeremias 3:7.  

 

Eu já brincava com o CorelDraw a algum tempo em casa, nada profissional,

só porque eu gostava de desenhar mesmo. E esse versículo foi como eu tivesse ouvindo

a voz de Deus dizendo o que eu tinha que fazer. Continuar o que eu tinha começado.

 

 

Então fiz um pedido "Pai, me mostra onde eu tenho que ir". E na hora, me veio a

mente uma empresa de comunicação visual em um bairro próximo dali.

 

 

Peguei minha bike e fui lá, levar o último currículo que eu tinha.

Chegando lá, entrei na recepção e me pareceu que não tinha ninguém,

pensei "é melhor ir pra casa". E quando eu estava pronto pra ir embora,

saiu um funcionário daquela empresa e disse "Entra lá, ele está lá no fundo".

 

 

Entrei e lá encontrei o Israel, o dono da empresa. Falei com ele que eu estava a procura

de emprego, que eu não sabia muita coisa, mas que eu queria aprender.

 

 

Foi muito hilário, ele olhou pra mim e disse “Você tem cara de inteligente” e me pediu pra

interpretar o desenho que ele estava fazendo no CorelDraw. Era uma escada dupla, foi moleza.

Ele disse pra eu voltar no outro dia pra fazer um teste.

 

 

Acabei ficando lá por 7 meses.

Aprendi a criar arte para fachada, banner, recortar adesivo na plotter e eu já estava enfadado

por fazer todos os dias as mesmas coisas.

 

 

Eu queria mais, queria aprender novas coisas, novas técnicas de design.

Era isso que me inspirava, a sede por conhecimento.

 

 

Então, conversei com uma amiga que trabalhava em outra empresa de comunicação visual, onde eu

via possibilidade de aprender outras coisas e ela fez a ponte para que eu pudesse ser admitido ali.

 

 

Consegui a vaga e chegando lá, fiquei fascinado com o trabalho do colega ao lado que estava fazendo

uma arte de outdoor com as letras escritas em chamas. Uau! Disse eu.

 

 

Eu que só conhecia o Corel e nunca havia tido contato com o Photoshop, comecei a partir daquele dia

a ser um caçador de tutoriais no Youtube. Foram muitas e muitas horas de estudo e aos poucos eu

estava desenvolvendo meu trabalho cada vez melhor.

 

 

Essa nova empresa tinha uma “tradição” de mandar para produção (setor de trabalho braçal rs rs)

os colaboradores que estavam na reta para serem despedidos e um certo dia eu estava lá nessa reta.

Ajudei o pessoal a transportar nos ombros estruturas de placas, colocar ilhós e limpar banheiro.

 

 

Mas a cada dia eu estava progredindo e cada vez melhor no que eu estava fazendo. Voltei a estar

mais ocupado nas criações e tirei o meu da reta. rsrs

 

 

2º PASSO - DEFINI MEU MEU ESTILO DE CRIAÇÃO

 

 

Certo dia um designer, que tinha pouco tempo que tinha sido contratado e por coincidência era amigo

de infância do meu irmão e protagonista de uma história engraçada que é assunto para um outro post,

chegou lá na empresa falando sobre o Cinema 4D, que um amigo dele já tinha criado um robô e que

o programa era isso e aquilo.

 

 

Fiquei super empolgado e meu ex-patrão disse que ia conseguir o software e alguns dias depois ele

nos apareceu com um CD dizendo que tinha comprado a versão R9, mas que não ia liberar pra gente.

 

 

Fiquei pirado e mergulhei no mundo dos torrent’s até que encontrei a versão R12 e no outro dia levei pro trabalho,

compartilhei com meus colegas e quando o patrão chegou tomou um susto e ficou irritado, pensando que alguém

tinha invadido a sala dele e pegado o CD. Putz rs nada haver né, só tínhamos à somar com isso.

 

 

Mas enfim, começamos a fuçar tudo que era relacionado a Cinema 4D e fomos aprendendo e compartilhando

uns com os outros.

 

 

A minha sede por aprender 3D só aumentava e eu mergulhei cada vez mais fundo em

aprender, praticar e ficar melhor a cada dia. Eu sabia que isso era o que eu queria pra minha vida. 

 

 

Eu me dediquei muito, ao ponto dos outros designers serem despedidos e fiquei como o único designer ali por 2 anos.

E foi quando resolvi dar um passo além.

 

 

 

3º PASSO - SACRIFIQUEI PARA CRESCER

 

 

Eu estava pagando o 6º mês do consórcio de uma moto, quando decidi fazer um curso de 3D.

Eu não tinha nenhuma condição de pagar o consórcio e fazer o curso ao mesmo tempo.

 

 

Por isso eu desisti do consórcio, e não sei se você sabe, mas quando você está pagando um consórcio e desiste

após pagar alguma parcela, o valor pago só retorna depois do prazo previsto para terminar todo o consórcio,

que no meu caso era 26 meses.

 

 

Eu já tinha perdido 2 bicicletas que foram roubadas no trabalho e como eu tinha desistido da moto, minha rotina

era acordar cedo, pegar busão e às vezes ia a pé. Sem contar que eu gastava quase todo resto do salário em

marmitex, porque eu tinha preguiça de ir pra casa né... kkk

 

 

Enfim, comecei o curso online de maquete eletrônica pela Melies.

Um curso de 6 meses usando basicamente 3ds Max e V-Ray.

 

 

Você deve está se perguntando “Mas por que maquete eletrônica?” Não é mesmo?

 

 

Eu fiz maquete eletrônica, porque a empresa que eu trabalhava era o pioneiro em fachadas em ACM aqui na

cidade e eu, estrategicamente, fiz o curso para aprender desenvolver projetos de fachadas em 3D que fizesse

a empresa vender mais e consequentemente me pagar um salário melhor.

 

 

Foi exatamente isso que eu esperava, mas não foi exatamente isso o que aconteceu.

 

 

Depois que concluí o curso, de cara, o irmão do meu ex-patrão me fez uma proposta de sociedade para abrir

uma agência publicitária e naquele momento aquilo era melhor do que ter aumento de salário.

 

 

Aceitei a proposta, mas nem tudo são flores e depois de 9 meses decidi que não tinha feito a melhor decisão

e pedi para voltar a trabalhar na empresa de comunicação visual, recebendo o mesmo salário que eu recebia.

 

 

Então lá estava eu novamente, criando artes para fachada, plotagem de carro, fazendo crachás.

Quando um cliente da empresa, dono de uma agência de publicidade, precisou que eu quebrasse um galho

pra ele e fizesse algumas artes para um cliente dele e que seria impressas ali mesmo.

 

 

Eu fiz, o cara gostou tanto que me ofereceu 1 salário a mais do que eu recebia e pra quem recebia 2 salários,

passar a receber 3 salários de um mês pro outro não era nada mal.

 

 

Entrei de cabeça nessa aventura e lá fiquei por 3 meses em tempo integral, casei e comecei atender alguns

clientes como freelancer e por isso voltei a trabalhar em meio período na agência e em outro período em casa.

 

 

Fiquei nessa rotina por mais 9 meses e decidi dar o maior passo que eu poderia dar na minha carreira.

 

 

 

4º PASSO - FUI OUSADO E ACREDITE EM MIM MESMO

 

 

Não foi fácil tomar essa decisão, mas foi algo mais forte do que eu.

Fiquei muito ansioso, preocupado e por muitas vezes tive medo de não conseguir.

Afinal de contas eu recebia um ótimo salário, maior do que geralmente era pago a um designer gráfico por aqui.

 

 

"Algumas pessoas querem que algo aconteça,

outras desejam que aconteça e outras fazem acontecer"

- Michael Jordan

 

 

Mas se tem uma coisa que aprendi nessa vida, foi enfrentar o medo mesmo com medo. Foi isso que eu fiz.

Saí da empresa, peguei um pouco de grana da rescisão, somando com os valores que eu recebia dos contratos,

dava para ir pagando as contas.

 

 

Nunca foi fácil. Estabilidade é uma coisa que nunca tive na minha nova rotina e sabe de uma coisa? Eu amo isso.

Amo a expectativa de fechar o mês, fazer as contas e ver quanto resultados eu gerei. Não só de faturamento,

mas de valor para o cliente principalmente.

 

 

Indo por altas e baixas, nesse mês de abril faz 2 anos que vivo como um freelancer que só saiu de casa pra

vender os serviços 1 única vez e não consegui vender nada.

 

 

Mesmo assim, não fico um dia sequer sem trabalho.

Recebo vários pedidos de orçamento pelo whatsapp, facebook e quando eu penso em fazer o meu marketing

sou alvo do marketing que meus clientes fazem por mim. Isso é ou não é um sonho?

 

 

Bom, foi uma longa história e espero que tenha gostado.

 

 

E se você está vivendo ou viveu algo parecido na sua carreira de designer,

deixa um comentário aqui em baixo contando a sua história e em qual fase você está.

Eu vou adorar ler e poder ajudar, se for o caso.

 

 

Então é isso, grande abraço, fique com Deus e até a próxima!

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